Nosso esporte hípico continua limitado pela equação entre verbas, patrocinadores, presença de público e cobertura pela mídia; elementos que no Brasil interagem num círculo vicioso paradoxal: patrocinadores esperam ter seu nome divulgado na mídia, esta só comparece a eventos com muito público e este só é atraído a esportes que conhece através da mídia.

Em países de maior tradição hípica, canais abertos de televisão, jornais, revistas semanais e rádios divulgam os torneios hípicos e rodeios com a mesma atenção aqui dada ao futebol. Nestes concursos há um público pagante de milhares de pessoas nas arquibancadas, com as laterais das pistas cobertas de painéis publicitários. Os eventos são assistidos por inúmeras pessoas que nunca montaram em um cavalo, mas que acham o esporte bonito e emocionante e que adoram o clima criado pelos corajosos cavaleiros e seus belos animais.
No Brasil, ouvimos que o hipismo não está na TV aberta por ser esporte de elite, sem apelo popular. Não há esporte mais restrito do que a Fórmula 1, de mesma popularidade e um dos filés das cotas de publicidade televisiva.
Na TV, já há programas nos canais fechados voltados aos esportes eqüestres. Periódicos segmentados registram todo tipo de prova, exposição, rodeio ou cavalgada. Mas para termos aumento significativo de publico, trazendo os patrocinadores e também futuros praticantes, precisamos da presença constante da grande imprensa. Atrair e respeitar a mídia tem que ser a primeira preocupação de dirigentes esportivos comprometidos com a disciplina que representam.
FONTE: MSN SPORTHORSES B&M - JAN/2012