Baloubet du Rouet é um cavalo que proporcionou muita alegria ao hipismo brasileiro. Montado por Rodrigo Pessoa, o alazão foi tricampeão da Copa do Mundo em 1998, 1999 e 2000, e campeão olímpico em 2004, em Atenas, na Grécia. Esta última conquista teve um sabor especial para a torcida brasileira, pois foi considerada a volta por cima de Baloubet. Em 2000, nas Olimpíadas de Sydney, na Austrália, Baloubet refugou três vezes em sua última passagem, o que causou sua eliminação e lhe tirou uma medalha de ouro, que era considerada certa pela excelente forma em que ele se encontrava na época. O conjunto sequer subiu ao pódio, aumentando ainda mais a frustração dos torcedores. Porém, é importante lembrar que em 2000 nenhum brasileiro ganhou o ouro e a pressão sobre o conjunto Baloubet du Rouet e Rodrigo Pessoa era muito grande, pois o conjunto, que se apresentou no último dia das Olimpíadas, era a maior esperança do Brasil em subir no degrau mais alto do pódio naqueles Jogos. Tanto era, que um jornal chegou a publicar a seguinte manchete: 'Brasil, a pátria de ferraduras', uma comparação entre o sucesso de Baloubet e o fraco desempenho, na época, da seleção brasileira de futebol. A frase também foi uma lembrança aos bons tempos do esporte bretão, quando o dramaturgo brasileiro Nélson Rodrigues definiu o país como 'Brasil, a pátria de chuteiras'. O povo brasileiro, que teve o prazer de acompanhar sua esplêndida carreira no hipismo, sabe que as emoções proporcionadas por Baloubet du Rouet nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, são eternas e ficarão guardadas com especial carinho no coração da amada pátria Brasil.
